É a pergunta que toda a gente faz e que quase nenhum fotógrafo responde de forma directa. Vou responder da forma mais útil que consigo: explicando o que faz o valor subir ou descer, para que consiga ler qualquer proposta, a minha ou a de outra pessoa, e perceber o que está a comparar.
Porque o problema raramente é o preço. O problema é comparar duas propostas que parecem iguais e não são.

A resposta directa
Não há um valor único, e não publico tabelas. O valor final depende do que cada sessão precisa de ser: duração, locais, número de imagens finais e utilização prevista. É por isso que trabalho por proposta e não por tabela: para lhe dizer um valor que corresponde ao seu caso, e não uma média que não serve a ninguém.
Para saber o valor exacto do seu, o caminho mais curto é entrar em contacto e dizer-me três coisas: a sua profissão, onde vai usar as fotografias e em que altura gostaria de as fazer.
Porque não existe um preço único
Duas sessões de marca pessoal podem exigir trabalho muito diferente. Uma sessão de retratos em estúdio, com um conjunto de roupa e dez imagens finais, não é o mesmo trabalho que uma sessão em dois locais, com três mudanças, imagens de contexto do seu espaço e trinta imagens editadas.
Um preço fixo publicado ou é alto para a primeira, ou é curto para a segunda. Por isso trabalho por proposta: percebo primeiro o que precisa, e o valor corresponde a isso.
Os seis factores que determinam o valor
1. Duração e número de mudanças
Uma sessão dura, em média, entre uma e quatro horas, consoante o tipo de trabalho. Cada mudança de roupa consome tempo de sessão e multiplica as imagens a editar depois, é o factor mais directo sobre o valor.
2. Locais
Fotografar só no estúdio é diferente de fotografar no estúdio e no seu escritório. Há deslocação, montagem de luz num espaço que não controlo e tempo de reconhecimento do local.
3. Número de imagens finais
Este é o factor que mais gente ignora ao comparar propostas. Uma proposta com dez imagens editadas e outra com trinta não são comparáveis, mesmo que a sessão dure o mesmo tempo. A edição individual é onde está a maior parte do trabalho depois do dia da sessão.
4. Profundidade da preparação
Definir a mensagem, o público e o conceito antes de fotografar é trabalho. É também aquilo que separa um conjunto de retratos bonitos de um conjunto de imagens que servem para alguma coisa.
5. Utilização prevista
Fotografias para o seu perfil e o seu sítio não têm as mesmas exigências que imagens destinadas a campanhas pagas ou a materiais de grande formato. A utilização entra na conversa desde o início, não como armadilha, mas porque muda o que é preciso produzir.
6. Prazo
Uma entrega dentro do prazo normal e uma entrega urgente não custam o mesmo, porque uma delas desloca todo o resto do trabalho em curso.
O que deve estar sempre numa proposta
Antes de comparar valores, verifique se consegue responder a estas perguntas a partir do documento que tem à frente:
- Quantas imagens finais, editadas, vou receber?
- Quanto tempo dura a sessão e quantas mudanças de roupa inclui?
- Onde é feita, e a deslocação está incluída?
- Em que prazo recebo as fotografias?
- Como escolho as imagens, e tenho apoio nessa escolha?
- Posso usar as fotografias onde preciso, e durante quanto tempo?
- Há imagens adicionais, e a que valor?
Se uma proposta não responde a isto, a diferença de preço para outra não significa nada. Aqui explico o percurso completo de uma sessão, para que possa ver onde está cada uma destas peças.
«É muito dinheiro para gastar comigo»
Ouço esta frase com frequência, e quase sempre dita em voz mais baixa do que o resto da conversa. Fica aqui a resposta, sem rodeios.
Isto não é uma despesa consigo. É uma ferramenta de trabalho, como o seu computador ou o seu sítio. As fotografias vão estar no seu perfil, nas suas propostas, nas suas apresentações e nas suas publicações durante muito tempo, e são, para muita gente, a primeira coisa que vê antes de decidir se fala consigo.
Não lhe vou dizer que se deve à sua imagem, nem criar urgência que não existe. Digo apenas isto: se está a adiar por não ter a certeza de que vai usar as fotografias, essa é uma conversa que podemos ter antes de haver qualquer compromisso.
Como pedir uma proposta com informação a sério
Para que a proposta seja concreta e não uma tabela genérica, diga-me três coisas:
- A sua profissão, porque determina o tipo de imagens que fazem sentido.
- A utilização prevista, onde vão viver estas fotografias.
- O período em que gostaria de realizar a sessão.
Com isso consigo dizer-lhe exactamente o que proponho e porquê. Respondo a todos os pedidos em 24 horas, em dias úteis.
Pode ver três sessões reais, com as escolhas feitas em cada uma, no portefólio.

Raiza Barbozza, fotografia de marca pessoal e retrato feminino em Lisboa. Estúdio em Entrecampos, com sessões também em Oeiras, Cascais, Estoril, Sintra, Santa Iria de Azóia e Setúbal.
